Embalagem de maionese: qual é o formato que melhor protege o seu produto?
Guia dos tipos de embalagem de maionese

Tipos de embalagem para maionese: vidro, plástico, saqueta ou lata — qual é a mais adequada para a sua marca?

Basta percorrer o corredor dos condimentos de qualquer supermercado para ver maionese em, pelo menos, quatro embalagens diferentes: frascos de vidro achatados com tampas de metal, garrafas flexíveis apoiadas nas tampas, saquetas flexíveis com bicos e saquetas individuais junto aos balcões de charcutaria. Cada formato existe por uma razão. A escolha nunca se resume apenas à aparência — determina o prazo de validade, os custos de transporte, o controlo das porções, a forma como o consumidor interage com o seu produto e o tipo de linha de produção de que necessita.

Se está a lançar uma marca de maionese ou a repensar a sua embalagem atual, este guia apresenta todos os formatos mais comuns: o que cada um faz bem, quais são as suas limitações e a que mercado se adapta melhor.

Frasco de vidroExcelente barreira ao oxigénio, toque de alta qualidade
Garrafa de plásticoLeve e fácil de apertar
Bolsa flexívelO mais leve e o que mais cresce a nível mundial
SaquetaControlo exato das porções, sem desperdício
Lata de metalBloco de luz 100%, pronto para exportação

Frascos de vidro — O clássico que continua a inspirar confiança

O frasco de vidro é o que a maioria das pessoas imagina quando pensa em maionese. Hellmann’s, Kraft, Kewpie — todas as grandes marcas mundiais utilizam frascos como o seu formato principal. Esta embalagem tem-se mantido em uso há mais de um século por boas razões.

O vidro é quimicamente inerte. Não reage com alimentos ácidos, o que é importante no caso da maionese (pH 3,6–4,0). Proporciona uma barreira ao oxigénio quase perfeita — nenhuma camada de plástico iguala a impermeabilidade do vidro, razão pela qual a maionese em frasco apresenta consistentemente o prazo de validade mais longo quando não aberta. Além disso, o vidro tem um peso e uma sensação de frescura na mão que os consumidores associam subconscientemente à qualidade. Um frasco pesado sobre a mesa transmite uma imagem de produto de gama alta.

As desvantagens são reais. Os frascos de vidro são pesados — o envio de um contentor de maionese em frascos custa muito mais do que o mesmo volume em embalagens flexíveis. Eles partem-se. Um frasco que cai numa cozinha comercial ou numa prateleira de retalho representa uma perda total, e os cacos de vidro numa área de produção alimentar provocam uma paragem total da linha de produção para limpeza. Também precisam de uma tampa — normalmente uma tampa metálica com revestimento de plastisol — e essa tampa requer uma vedação a vácuo para se manter segura durante o transporte.

O vidro é a melhor opção para marcas de retalho de gama alta, conjuntos de presente e mercados em que os consumidores preferem claramente o vidro ao plástico (grande parte da Europa, o Japão e o segmento de gama alta na América do Norte). Se a história da sua marca gira em torno da tradição, da pureza ou da qualidade artesanal, o vidro reforça essa mensagem sem dizer uma palavra.

Maionese em frascos de vidro e garrafas de plástico

Garrafas de plástico e garrafas flexíveis — O rei da conveniência

Basta entrar num supermercado americano para ver que a maioria das maioneses nas prateleiras vem em frascos de plástico com bico de pressão. Este formato não existia há cinquenta anos. Hoje, é o formato predominante.

O frasco com bico dosador resolveu uma verdadeira frustração dos consumidores: conseguir tirar o último terço da maionese de um frasco. Com um frasco, é preciso uma faca ou uma colher, raspa-se as paredes e, inevitavelmente, desperdiça-se produto. Um frasco com bico dosador dispensa exatamente o que se quer, onde se quer — sem utensílios, sem sujidade, sem desperdício. Para famílias ocupadas e cozinhas de serviços de restauração que preparam sanduíches o dia inteiro, esta vantagem funcional supera todas as outras considerações.

As garrafas de PET e HDPE são cerca de 85% mais leves do que as de vidro, para o mesmo volume de enchimento. Isso significa custos de transporte mais baixos e uma pegada de carbono menor por unidade transportada. A garrafa, por si só, não se parte se cair. E a tampa de aba ou de disco custa menos do que uma tampa metálica com vedação a vácuo.

A desvantagem é o desempenho da barreira. O plástico é permeável aos gases — o oxigénio migra lentamente através da parede da garrafa. Para uma maionese padrão com um prazo de validade previsto de 12 meses, o PET oferece proteção adequada. Mas se a fórmula incluir óleos sensíveis ao oxigénio (de abacate, azeite extra-virgem, de linhaça), a taxa de transmissão de oxigénio de uma garrafa de plástico pode reduzir o prazo de validade real em 30 a 60 dias, em comparação com o vidro. As garrafas com barreira multicamadas colmatam grande parte desta lacuna, embora com um custo de material mais elevado.

Os frascos com bico de pressão são a melhor opção para o retalho quotidiano, a distribuição em serviços de restauração e os mercados onde a conveniência determina as decisões de compra. Os EUA, a Austrália e grande parte da América Latina são mercados onde os frascos com bico de pressão são a escolha preferida. Se a sua marca se destaca pela facilidade de utilização e pela boa relação qualidade-preço, este é o formato ideal para si.

Embalagens flexíveis — O formato que mais cresce

Embalagens do tipo «Doypack» com bico. Embalagens verticais com fecho reutilizável. Embalagens planas tipo «almofada» para o setor da restauração. As embalagens flexíveis são o segmento que mais cresce a nível mundial no setor das embalagens de condimentos, e a maionese faz parte dessa tendência.

Três fatores estão a impulsionar esta tendência. Em primeiro lugar, as embalagens flexíveis utilizam muito menos material do que as embalagens rígidas — uma embalagem doypack típica pesa cerca de 8 a 12 gramas, em comparação com mais de 200 gramas de um frasco de vidro. Menos material significa um custo unitário mais baixo e uma pegada ambiental menor. Em segundo lugar, a embalagem com bico é verdadeiramente prática — mantém-se de pé na prateleira ou na porta do frigorífico, permite uma dosagem limpa e recolhe-se à medida que se esvazia, permitindo uma esvaziamento quase total do produto. Em terceiro lugar, a impressão digital permite agora a produção de pequenas tiragens de designs personalizados para embalagens, a custos acessíveis para marcas de pequena e média dimensão.

Os materiais das embalagens tipo bolsa são, normalmente, laminados multicamadas: PET para a superfície de impressão, folha de alumínio ou PET metalizado para a barreira ao oxigénio e polietileno para a camada interna de selagem. Esta estrutura em camadas significa que as embalagens tipo bolsa podem igualar ou superar o desempenho de barreira do vidro e bloqueiam completamente a luz quando incluem uma camada de folha de alumínio.

As limitações? As embalagens em bolsa não têm o mesmo toque de alta qualidade que o vidro. Podem parecer baratas se a qualidade de impressão for baixa. Além disso, a maionese dentro de uma embalagem com janela transparente pode apresentar separação de óleo, o que parece pouco apetecível, mesmo quando o produto está em perfeitas condições. O equipamento de enchimento das embalagens em bolsa também é fundamentalmente diferente das linhas de produção de frascos e garrafas — mudar de formato posteriormente implica investir em novas máquinas.

As embalagens tipo saqueta são ideais para marcas que se dirigem a consumidores mais jovens, para vendas diretas ao consumidor através do comércio eletrónico e para mercados em desenvolvimento, onde o custo unitário da embalagem é um fator determinante na decisão de compra. Se a sua marca é nova, tem uma abordagem centrada no digital ou compete com base no valor, vale a pena considerar seriamente a embalagem tipo saqueta.

Sachês e embalagens em bastão — A oportunidade das doses individuais

Os sachês — aqueles pacotes retangulares e achatados que se abrem num balcão de charcutaria ou de fast-food — e os tubos — mais compridos e estreitos — são o formato mais pequeno de maionese, contendo normalmente entre 8 e 15 gramas. Parecem insignificantes. Mas não são.

Um formato de dose individual altera todo o modelo de negócio. Um restaurante que compra maionese em garrafões de um galão mede as porções manualmente, desperdiça o que fica preso na colher e não tem controlo sobre a quantidade que cada cliente utiliza efetivamente. Um restaurante que passa a utilizar saquetas obtém um controlo exato das porções (cada saqueta tem exatamente 12 g, sempre), risco zero de contaminação cruzada e armazenamento à temperatura ambiente, sem necessidade de refrigeração até à abertura.

O mercado das saquetas divide-se em dois segmentos. O segmento de produtos básicos — saquetas brancas genéricas com a palavra “Maionese” impressa a preto — compete exclusivamente em termos de preço e volume. O segmento de marca — saquetas impressas a cores com um logótipo e o nome do sabor — compete em termos de presença: quando um cliente abre uma saqueta de marca, seja da Kewpie ou da Heinz, tem nas mãos um cartaz publicitário em miniatura.

A contrapartida é o equipamento. As máquinas de embalagem em saquetas funcionam a velocidades muito elevadas — 400 a 600 embalagens por minuto por linha —, mas são especializadas e dispendiosas. Este não é um formato que uma marca de pequena dimensão costuma produzir internamente; normalmente, é subcontratado a um co-embalador que já dispõe do equipamento.

Latas de metal — o formato de que ninguém fala (mas devia)

Pesquise “embalagens de maionese” e encontrará vidro, plástico, saquetas e sachês nos primeiros vinte resultados. Não encontrará latas. Isto é estranho, porque uma lata de metal resolve vários problemas que afetam todos os outros formatos.

Embalagens em lata de metal

Uma lata bloqueia 100% de luz. Isso é importante para a maionese, porque a exposição à luz acelera a oxidação da fase oleosa — é um dos três fatores que provocam o ranço, a par do oxigénio e do calor. Uma lata proporciona uma barreira ao oxigénio quase perfeita: o metal é impermeável, ponto final. E uma lata é fisicamente indestrutível em condições normais de manuseamento — não se parte quando cai, não rebenta quando empilhada em oito camadas num contentor de transporte e não necessita de refrigeração durante o transporte.

Estas características tornam a lata o formato ideal para a exportação. Uma marca de maionese do Sudeste Asiático que é enviada para as prateleiras dos retalhistas europeus sofre quebras de frascos durante o transporte. Nas garrafas de plástico, perde-se tempo de validade devido à permeabilidade ao oxigénio durante a viagem de seis semanas em contentores. As embalagens em saqueta sofrem danos por perfuração quando as caixas se deslocam. Um palete de maionese enlatada chega nas mesmas condições em que saiu da fábrica.

O formato em lata é padrão para o leite condensado, o peixe enlatado, os legumes e os alimentos para animais de estimação — todos produtos que são comercializados a nível mundial. A maionese partilha o mesmo perfil de acidez e os mesmos requisitos de armazenamento à temperatura ambiente. Tecnicamente, é igualmente adequada para o enlatamento. A razão pela qual isso é pouco comum é de natureza cultural, e não técnica.

As latas exigem, de facto, uma configuração de produção diferente. O enchimento de maionese em latas é simples — utiliza-se uma enchedora de pistão, tal como nos frascos. No entanto, a selagem de uma lata requer uma seladora de costura dupla, e não uma tampadora. Se estiver a considerar este formato, fale com um fabricante de equipamento de selagem de latas numa fase inicial do seu planeamento — eles podem aconselhá-lo sobre as dimensões das latas, as especificações do revestimento interno para produtos ácidos e o protocolo de inspeção da costura necessário para garantir a qualidade exigida para a exportação.

As latas são uma boa opção para marcas orientadas para a exportação, fabricantes de marcas próprias que abastecem várias regiões, embalagens a granel para o setor da restauração e qualquer marca que dê prioridade à estabilidade de conservação e à logística em detrimento do aspeto tradicional do frasco à mesa.

Prazo de validade relativo — Em embalagem fechada, armazenamento à temperatura ambiente
Frasco de vidro
100%
Lata de metal
95%
Saqueta (de alumínio)
85%
Garrafa de plástico
75%
Saqueta
60%
Estimativas baseadas no desempenho da barreira ao oxigénio a 25 °C. O prazo de validade real varia consoante a formulação e as condições de armazenamento.

Como escolher — Um quadro de referência, não uma lista de verificação

A embalagem certa não é aquela com as melhores especificações técnicas. É aquela que se adapta ao seu canal de distribuição, ao posicionamento da sua marca e ao comportamento real dos seus clientes. Aqui fica um quadro prático para orientar essa decisão.

Estrutura de Embalagem da Maionese

Cada uma das perguntas abaixo aborda um fator específico que deve influenciar a sua escolha de formato. Responda-as por ordem — as respostas irão restringir as suas opções mais rapidamente do que qualquer tabela comparativa de funcionalidades.

Onde é que o seu cliente compra a sua maionese?
Prateleira de supermercado: frasco de vidro ou frasco flexível. Caixa de assinatura: saqueta leve. Cozinha de grossistas: jarro ou saqueta.
Qual é a distância que percorre?
Distribuição local: qualquer formato é aceitável. Exportação para além do Equador: apenas latas ou saquetas multicamadas.
O que é que o consumidor faz com isso?
Para servir em casa: frasco de boca larga. Para apertar com uma só mão: garrafa com tampa de pressão. Para abrir 50 vezes por hora: saqueta.
O que é que a embalagem diz sobre a sua marca?
Vidro = tradição. Bolsa mate = modernidade. Frasco de plástico transparente = acessibilidade. Sê consciente das tuas escolhas.
Qual é o teu percurso de crescimento?
Mudança de formato mais tarde = nova linha de produção. Escolhe o rumo que queres seguir, não o ponto em que te encontras.

A tendência que muda tudo: a sustentabilidade

Todos os formatos estão sob pressão para melhorar o seu perfil ambiental. O vidro é infinitamente reciclável, mas pesado de transportar. O plástico é leve, mas tem uma taxa de reciclagem inferior a 30 por cento na maioria dos mercados — e os frascos flexíveis compostos por vários materiais são, na prática, quase impossíveis de reciclar. As embalagens multicamadas não são de todo recicláveis através dos programas de recolha seletiva, embora os programas de entrega em lojas para determinadas embalagens à base de polietileno estejam a expandir-se.

O conselho prático para uma marca hoje em dia: não procure a embalagem sustentável perfeita — ela ainda não existe. Em vez disso, seja honesto quanto às compensações. Um frasco de vidro com tampa de metal é, atualmente, a opção mais reciclável. Uma bolsa de PE monomaterial, que está agora a surgir, poderá ser a melhor opção no futuro. Uma garrafa de PET reciclado pós-consumo fica a meio caminho entre as duas. O que importa é que a sua escolha de embalagem seja justificável: que consiga explicar por que a escolheu e que tenha um plano para o que se segue.

Está a planear uma linha de embalagem de latas? Fale com a Levapack sobre as dimensões das latas, as especificações do revestimento e o equipamento de selagem para o seu produto de maionese. Obtenha aconselhamento especializado

A escolha do formato de embalagem é a primeira decisão a tomar. Segue-se, depois, a escolha do equipamento para encher, selar e etiquetar a embalagem. Se estiver a considerar a embalagem em lata para a sua maionese — especialmente para exportação —, a equipa de engenharia da Levapack pode ajudá-lo a compreender os requisitos da linha de enlatamento para o tamanho específico da sua embalagem e o seu volume de produção.

Índice

Obter um orçamento gratuito agora

Enviar o seu pedido